Andressa Lyrio

Para esse mês de Abril preparei um post por dia com algumas das coisas da minha vida de animadora: estudos, livros, animações favoritas, etc… Espero que gostem 🙂

Então para começar:

https://www.youtube.com/watch?v=ntypdwNTHNY

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Ufa! Que semana agitada… Apesar disso andei rabiscando um pouco e não lembro a última vez que parei para animar uma bolinha (bouncing ball). Espero que esse seja um ponto de partida para avançar um pouco nesse estudo, estou a procura de referências.

https://www.youtube.com/watch?v=KZZflHI1wDs&feature=youtu.be

-Sei que tenho muito que melhorar, mas para começar está ok, não é?-

Abraços da Andressa!

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Apresento a Alana, personagem que vai nos acompanhar ao longo desse ano de 2016. Criei ela mais como um estímulo para meus estudos de animação.

Me encontro em um momento que quero me descobrir um pouco mais na animação e encontrar dentro do meu traço algo mais fluído, leve… Essa será uma das minhas buscas nesse ano que está começando, quem me acompanha?

Abraços da Andressa.

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Como disse anteriormente, “Abraços” nasceu junto com outro curta. Esse porém tem inspiração não somente na história do filho pródigo, narrada na bíblia (Lucas 15:11-32), mas na vida real.
Estive conversando com pessoas que trabalham em um projeto que leva alimentos e roupas para moradores de rua (e para aqueles que querem, eles auxiliam a reencontrar a família ou a mudar de condição). E o ‘querer’ foi a palavra-chave. Existem tantas histórias dessas pessoas que vivem nas ruas, e diferentes perspectivas onde alguns não querem sair das ruas, ou se acomodaram e chegam até a preferir viver assim do que procurar por um emprego. E falando nisso, muitos vieram de longe em busca de trabalho e não conseguiram. Há ainda os que estão presos as drogas e para sustentar o vício perderam tudo. Se eu fosse parar aqui para descrever uma por uma não conseguiria, mas o que todos tem em comum: o querer. Soube que um morador de rua pediu para esse projeto que queria reencontrar sua família e eles conseguiram, foi algo lindo (não passou na televisão ou em nenhuma reportagem, mas a história de uma pessoa mudou para melhor e isso não tem preço). O filho pródigo quis sair de casa, pegar o dinheiro da herança (que só poderia ser dada se o pai morresse), ele quis gastar tudo mas no final ele quis voltar porque ele se arrependeu.

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No curta “Abraços” acho que toda essa situação do filho acaba não sendo tão explorada, mas de propósito. Não faz o meu próprio estilo colocar cenas pesadas no sentido de explorar a violência, ou o consumo de determinada droga por exemplo. O foco aqui está na relação do pai e do filho, de como o distanciamento deles começou ainda muito cedo por motivos banais, provocando uma atitude do rapaz. E essa situação “mal resolvida” leva-o a sair de casa, perder todo seu dinheiro e por fim morando na rua.

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Nesse novo cenário, em certo dia ele vê uma pequena atitude que o faz tomar coragem para sair de lá e voltar para casa. Da mesma forma que coisas pequenas podem afastar, elas também podem reaproximar. Assim a atitude em si do abraço que sugere uma aproximação tão carinhosa, nesse caso funciona como uma forma de reaproximação e perdão entre eles.

Até o próximo sábado!

Abraços,

Andressa

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Passei quase dois anos sem arte finalizar uma animação sequer. Meu ritmo constante foi quebrado por um momento que começou no curta ‘Sonhos’: uma busca pessoal pelo que me motivava a fazer animação gráfica.
Recentemente li um livro* sobre C.S.Lewis (um dos meus autores favoritos) e dentre diversas partes que marquei, a que mais me fez pensar sobre meu trabalho foi na página 175, onde é citado um trecho de uma carta que Lewis mandou para Arthur Greeves dizendo que “…não consegue sufocar o anseio de escrever, de pôr no papel pensamentos e sentimentos, mas que escrever para ser aplaudido era um motivo indigno a ser superado.”
Com isso comecei a pensar que me sentia da mesma forma em relação a animar e ilustrar, sendo eu uma pessoa extremamente visual, a todos os momentos imagino histórias e personagens… Mas qual o motivo de fazer tudo isso mesmo? Tirei todo e qualquer tipo de orgulho que poderia ter dentro de mim e reencontrei a menina de 13 anos, a Andressa que se divertia fazendo o que mais gostava. Então minha motivação não é de receber aplausos ou ganhar algo, quero apenas que os personagens que entram na minha cabeça ganhem vida e possam ter suas próprias histórias contadas.

‘Abraços’ nasceu junto com ‘Dias de Chuva’ (que vai vir a seguir, previsão para final do ano de 2016), ambos marcam uma ‘virada’ da minha vida de animadora, talvez vocês encontrem um pedaço de mim dentro de cada um, mas no segundo posso adiantar que poderão ver também um pedaço de alguns amigos meus super talentosos! (vamos parar por aqui, ainda teremos muitas surpresas).

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‘Abraços’ fala sobre o retorno. Inspirado na parábola do filho pródigo, o curta conta a história de um filho que saiu da casa do pai pelas razões erradas. Orgulhoso, distante e incapaz de apagar lembranças do passado, ele se deixa levar por vícios que o levam a uma vida vazia.

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Todos os sábados entrará um novo post no blog, sobre esse e outros projetos.

Abraços!

*C.S.Lewis O Mais Relutante dos Convertidos, David Downing, Editora Vida, 2002.

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